18/10/2019

Série: Slasher — 3ª Temporada: O Solstício


Leia meus comentários sobre a 1ª temporada e 2ª temporada de Slasher

Eu sou uma pessoa que assiste séries para sofrer. Às vezes com os personagens, às vezes porque a série é muito boa, ou às vezes porque a série é tão ruim que quero me torturar assistindo suas temporadas. Então sim, mesmo não tendo gostado tanto das temporadas anteriores de Slasher eu acabei dando uma chance para a terceira temporada, que leva o subtítulo de O Solstício, pois o primeiro assassinato da trama se passa no dia de solstício no hemisfério norte.

A série foca em um condomínio simples, onde existem vários tipos de pessoa. A mocinha boazinha, mas que não se envolve com as pessoas ali pois é muçulmana e sofre preconceito; Tem a menina com esteriótipo de "puta" e que faz bullying com a mocinha; Há a família que sofreu um trauma, onde há um relacionamento lésbico e os filhos são negros; E etc, etc, deu para entender que a série pega todos os esteriótipos de pessoas e coloca ali e, no caso de alguns personagens, até nos da a impressão de visibilidade, mas ao longo dos episódios percebemos que é uma forma deliberada de tentar atingir um novo publico, porém é muito forçado e acaba sendo, mais uma vez, estereotipado. 


Verdade seja dita, a questão da violência tem melhorado na série. Quer dizer, se eu estou indo assistir um série de assassinato/serial killer, então eu quero sim ver as cenas correspondentes aos assassinados, e as temporadas anteriores haviam pecado um pouco com isso. Desta vez acertaram a mão e tiveram algumas cenas que me deram muita aflição só pelo que estava ocorrendo ali. Misturava isso e as reações das pessoas que estavam vendo aquilo, os gritos de desespero de algumas e as reações absurdas de outras que pensam primeiro em pegar o celular. 

Slasher diminuiu a quantidade de referencias a filmes clássicos do gênero e aumentou a critica social mesmo não sendo algo muito obvio. É um diálogo, é um olhar, uma atitude. Nisso eles acertam bem para compensar as atuações medianas. Se você quer assistir algo para passar o tempo enquanto faz a unha esta é uma boa série e vai te entreter um pouco, ajudar a passar o tempo, mas não espere algo muito surpreendente.

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17/10/2019

Resenha TBT: Romance Tóxico

Sabe quando você lê um livro que te faz sofrer com a personagem ao mesmo tempo que você tem vontade de dar um chacoalhão nela? Bom, isso resume Romance Tóxico. Grace sempre foi apaixonada pelo perfeito Gavin e após saber de sua tentativa de suicídio ela lhe escreve uma carta. A partir desse momento o garoto a enxerga e eles acabam se tornando amigos que vão nutrindo sentimentos um pelo outro. Poderia ser sim uma bela história de amor se não fosse pelo fato de Gavin ser extremamente abusivo. Ele estabelece regras sobre como ela deve se comportar com amigos, em diversos momentos ele a ofende ou a culpa por coisas que ela nem se quer tem controle e logo depois demonstra ser o garoto perfeito, dizendo que a ama e tudo mais. É uma relação que te faz pensar o tempo inteiro como essa menina aguentou tanta coisa e ao mesmo tempo te obriga a pensar em meninas e mulheres que vivem esse tipo de relacionamento e não conseguem sair, seja por medo, insegurança, ou qualquer motivo que não importa. A cada capitulo a angustia vai ficando cada vez maior.


O relacionamento familiar de Grace é horrível. Sua mãe não chega a ser abusiva, talvez, mas ela é uma mulher amargurada e que acredita que Grace é um ser humano desprezível. Seu padrasto nem preciso falar que é outro lixo de pessoa; Então parece que Grace, por mais talentosa e inteligente que é, nunca terá o carinho e admiração dessas pessoas que deveriam cuidar e ama-la. Grace acabou vendo em Gavin a chance de ser amada e admirada e quando ele age abusivamente ela justifica essas atitudes com o famoso ele me ama e se preocupa comigo.

Quanto a Gavin, sim, eu o odeio e é obvio que ele precisa de um tratamento psicológico. Ele tentou suicídio pois teve um termino de namoro, onde a menina acaba ficando mal falada na escola e sendo a vilã da história; E quando  Grace tem atitudes que dão a entender que ela terminaria o namoro com ele essa personalidade suicida volta novamente. Ninguém enxergava isso pois ele é um verdadeiro sociopata.

A própria autora escreve ao final que passou por um relacionamento assim na adolescência e acredito que seja justamente por isso que ela conseguiu passar para o leitor a forma exata como a personagem se sente. Desde o início da paixão, a sensação de que ama a pessoa, as tristezas pelas ofensas, a raiva, negação e tudo mais. É uma carga emocional muitas mulheres compreendem fácil e é por isso que eu acho este livro tão importante nos debates atuais sobre feminismo, e principalmente por relacionamentos na adolescência.

Título: Romance Tóxico (Bad Romance) • Autora: Heather Demetrios
Editora: Seguinte • Tradução: Flávia Souto Maior
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Essa resenha foi publicada originalmente por mim no blog Pobre Leitora
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16/10/2019

O que ler no Prime Reading?


Oi, oi gente! Há mais de um mês eu assinei Amazon Prime e com ele incluso o Prime Reading. Quando vi a noticia do serviço no Brasil fiquei animada pois achei que seria tipo um Kindle Unlimited, com váaaarios títulos. Mas infelizmente não AINDA. Apesar de não ter tantos títulos quanto ao outro serviço, que atualmente esta custando R$1,99 nos 3 primeiros meses, o Prime Reading tem algumas boas opções para os leitores e hoje vou te mostrar algumas delas.

Clássicos
A plataforma oferece a chance de ler vários clássicos mundiais e que são ótimos e fáceis de ler.Sendo eles:
Romances
Essa eu sei que vocês gostam: Livros de romance e romance hot, então aqui uma listinha pequena (mas tem outros lá disponíveis):
Sempre tem alguma série que queremos ler mas rola aquela tensão de comprar e não gostar, né? Agora da para ler e ter uma opinião.
Eu ainda espero o crescimento da plataforma e que em breve tenhas títulos novos e lançamentos. Tem muitos que peguei e pretendo ler o quanto antes, então para mim tá sendo vantajoso usar. Eu fiz um post no blog Blogueiras Cansadas falando sobre Amazon Prime e você pode acessar esse conteúdo clicando AQUI. Aproveite e assina Amazon Prime, que está somente R$9,90 por mês.

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15/10/2019

Resenha: Sidarta

Clássico de 1922

Sidarta foi publicado pela primeira vez em 1922 e ainda hoje sua história é atual. Isso porque o tema é atemporal e muitos religiosos ou interessados em religiões podem ler esta obra, principalmente os budistas e quem se interessa pela religião.

Devo dizer que esse foi um ponto que me deixou, um pouco, perdida na obra. Eu não sou uma pessoa religiosa e nem pesquiso a respeito da religiões e este livro tem, o tempo todo, referencias em sua história do budismo. Claro que esta foi uma porta para eu poder saber um pouco sobre, mas ainda não é algo que eu possa dizer que estou entendida, é claro.

Sidarta é o nome do personagem principal, que nasceu em uma família rica na Índia e tinha toda a sua vida escrita conforme os costumes, porém ele não queria nada disso. Na verdade Sidarta queria algo mais. Então quando teve idade suficiente foi embora de casa com seu melhor amigo da vila onde morava e então foram morar com algo que, podemos dizer, que são monges na nossa cultura. Ele queria viver uma vida humilde, de contemplação e que lhe proporcionasse conhecimento e satisfação espiritual e quando ele finalmente alcançou esse objetivo as coisas perderam o sentido para Sidarta. Ainda lhe havia oportunidades no local onde ele estava, mas como para ele tudo tinha perdido o sentido Sidarta resolveu ir embora, deixando seu amigo para trás e toda aquela vida. Em sua próxima jornada Sidarta passou a conhecer a luxuria e a vida rica de um comerciante (que passou a ajudar nos negócios e assim ganhando muito dinheiro). Mesmo não parecendo possível Sidarta aprendeu muitas coisas levando essa vida e uma delas foi que nada valia a pena. Sidarta então entra em uma terceira jornada, que prefiro deixar sem detalhes pois é umas das minhas partes favoritas do livro e mostra a Sidarta que todos os esforços que ele teve na vida tiveram sim seu objetivo, mas que não existe a completa plenitude da alma.

A obra que Hermann Hesse nos apresenta é bem simples e pode ser lido de duas forma: Como um romance, o que ele é; Ou como algo filosófico e religioso, que ele não deixa de ser. Essa é uma característica do autor que gosto bastante e que me proporciona reflexões durante a leitura. O que Sidarta me mostra é que, por mais que buscamos em diversos caminhos uma felicidade completa, algo que nos preenche a alma, sempre queremos muito mais. Não é porque não estamos satisfeitos, mas porque é uma característica do ser humano sempre precisar de mais e mais.

É uma leitura muito boa e fácil, mas que pode exigir um pouco de dedicação para entendimento, principalmente para pessoas como eu que são leigas em assuntos religiosos. De qualquer maneira acho que é uma leitura excelente para amantes de clássicos.

Título: Sidarta • Autor: Hermann Hesse • Editora: Record
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10/10/2019

Resenha TBT: Os Imortalistas

Resenha do livro Os Imortalistas da editora Harper Collins
Havia muito tempo que eu não lia um livro assim... Um drama familiar com uma pegada de fantasia e romance. E quando comecei a ler Os Imortalistas eu não esperava nada disso. Na verdade estava imaginando só uma fantasia em que os 4 irmãos passam a fazer coisas incríveis e mirabolantes. Hoje fico contente por estar muito enganada. Este é um livro que mexe com o leitor de um jeito sutil, mas profundo. As reflexões que passamos a fazer após concluir a leitura ficam por dias e a vontade de debater com outros leitores é insaciável.

Neste livro temos 4 irmãos que quando crianças vão na casa de uma vidente. Eles ficaram sabendo que ela conta o dia da morte das pessoas. Simplesmente isso. Claro que essa data não nos é revelada de cara, pois existe um mistério com o que esta se passando ali com as crianças, mas logo na primeira parte quando os irmãos conversam sobre o episódio, já adultos e no enterro de seu pai, alguns compartilham da visão da mulher. E é com eles adultos que a história passa a acontecer.

Mas o que tem de tão legal no livro assim? Bom, a jornada desses personagens até a morte. Os questionamentos que ficam é, de fato, se viveríamos diferente sabendo que dia morreríamos? O que seria diferente? Ou questionando as escolhas dos personagens: será que eles realmente teriam morrido na data que a vidente disse se não tivesse tomado atitude x ou atitude y? A vida que eles escolheram no livro os levou direto para o final trágico e para alguns alguns havia até a possibilidade de escolher se seria aquilo ou não.

Um outro ponto legal na trama são os questionamentos religiosos que a autora coloca, como forma de questionamentos até pessoais das personagens. O pai deles era muito religioso, praticava rituais de sua crença e gostaria que os filhos tivessem o mesmo rumo; e eles acabam falando sempre sobre as diferenças que tem com o pai, o que acreditam ou não daquela religião e até mesmo de outras e o quanto aquilo influencia sua vida, seja de forma positiva ou negativa. Apesar de eu não ter religião formada eu gosto muito desses questionamentos em livros, pois muitas vezes são meus próprios questionamentos refletidos na obra. Os Imortalista é um livro maravilhoso que deve ser lido por todos.

Título: Os Imortalistas (The Immortalists) • Autora: Chloe Benjamin
Editora: Harper Collins • Tradução: Santiago Nazarian
Está resenha foi publicada originalmente no blog Pobre Leitora
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08/10/2019

Resenha: O Instituto


O Instituto é o mais novo livro do Stephen King lançado no Brasil... E que livro!!! Sim, mais um vez o mestre mostrou o motivo de ter título de mestre e nos entrega uma obra de arte literária. É um livro emocionante, mas que causa repulsa. É uma ficção científica e fantasia, mas ao mesmo tempo tão real nas atitudes dos seres humanos.

O livro inicia com um homem em um avião, onde o comissario de bordo pede que alguém ceda o lugar para uma oficial federal — claro que com uma bonificação e passagem garantida no próximo vôo — mas o negócio é que ninguém quer ceder, até que Jim pensa foda-se e vai. Ao contrário do combinando ele não embarca no próximo vôo e sim decide ir para NY de carona, bem mochileiro mesmo. Neste percurso ele acaba parando em uma minuscula cidade, que por acaso, tem uma vaga de emprego disponível e ele aceita. Neste ponto eu já estava achando a história boa, mas com falta daquela ação, por assim dizer, daquela sensação que os livros do SK causam nos leitores (e eu não tinha lido nem a sinopse dele). Não fiquei irritada com isso, na verdade eu sabia que algo iria acontecer em breve, mas o que eu não sabia é que aconteceriam coisas tão ruins para os personagens.

Na próxima parte do livro é onde entra Luke, um menino super dotado que tem a chance de entrar em duas universidades com apenas 12 anos. Seus pais se preocupam muito com ele e querem seu melhor, mas Luke acredita ser este o seu sonho e convence eles a deixarem. Quando tudo está indo nos conformes, com exceção de alguns pratos vazios saindo do lugar as vezes, Luke é sequestrado e seus pais são mortos. E é ai que entra o verdadeiro Stephen King e é ai que Luke vai parar no Instituto.
— Você sabe o que dizem sobre o abismo, não sabe? (...) Quando você olha pra ele, ele olha pra você.

Não queria dar tantos detalhes a partir daqui, mas resumindo tem outras crianças lá e são feitos muitos testes com elas (vamos dizer que é tortura mesmo). O livro passa a nos dar um horror extremo, principalmente por saber que os personagens são crianças, algumas até mais novas do que Luke, e até o final da história nem sabemos direito o motivo daquilo ser feito. Muitas coisas são reveladas aos poucos, mas existem sim alguns mistérios que o autor deixa para o final. Além de termos esses absurdos acontecendo o livro nos mostra coisas boas, como a inocência infantil, o espirito brincalhão, amizade e confiança que acontece entre jovens. Por mais que muitas cosas ruins estivessem acontecendo ali eles estavam juntos e a força do quer que eles tenham vai aumentando cada vez mais e tudo pode ser solucionado ao final graças a essa união tão linda. Isso me marcou demais neste livro e eu, obviamente, já sinto um carinho gigante por ele.
No escuro, todas as sombras desaparecem

Stephen King é muito conhecido por suas histórias de terror e horror, mas é a primeira vez que eu vejo algo até poético em sua obra. Não li tantos livros dele quanto eu gostaria, mas fazendo uma comparação bem por cima com IT, a obra prima dele, é clara uma mudança no tom do autor, é clara a ideia de criar uma fantasia que no fundo, no fundo, é muito bonita pelos seus personagens tão carismáticos e inclusivos. Isso me faz adorar mais o homem, por conseguir criar coisas tão diferentes durante a sua carreira e ainda assim coisas maravilhosas. Se você puder leia este livro, aprecie esta obra, pois eu garanto que ela irá te mudar de alguma forma.

Título: O Instituto (The Institute) • Autor: Stephen King 
Editora: Suma de Letras • Tradução: Regiane Winarski
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@kzmirobooks

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