27/08/2018

Resenha: Caraval


Título: Caraval
Autor(a): Stephanie Garber
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400

Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.

Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Caraval foi um dos últimos livros que a Novo Conceito lançou no Brasil e na época de seu lançamento houve grande comoção por parte da equipe de marketing da editora para mostrar esse livro nas redes socias. A capa é maravilhosa e acredito que a parte física dele seja tão bacana quanto (eu li no Kindle, então não posso falar com certeza) mas é uma pena que a obra não seja tão legal quanto parece.

Sim, Caraval é um livro um tanto diferente. Ele tem todo esse aspecto circense que eu nunca tinha visto em outra obra além de toda a magia e duvida que envolve o jogo (que leva o título do livro). Um grande ponto positivo é que ele conseguiu me deixar intrigada mesmo quando eu não estava gostando da leitura, pois a curiosidade de saber o que é real e o que faz parte do jogo é muito maior do que a vontade de abandonar o livro. Sim, como deu para perceber eu não gostei mesmo do livro e coloco a culpa nos personagens.

Foto: Roendo Livros
Scarlett é aquela personagem típica de livros YA. A garota inocente, que sofre na vida e quer fugir de alguma coisa. Nesse caso é de seu próprio pai (extremamente abusivo e violento) e acha que um casamento arranjado sera sua salvação. Sonha com o Caraval a vida toda e quando tem a chance de ir fica de mimimi. Nem preciso falar que me irritei com ela logo nas primeiras páginas. Não consegui enxergar a evolução dela como personagem e nem seu amadurecimento durante o jogo. Acho que ela apenas mudou de planos, usou de uma paixão repentina para lhe mostrar aquilo que ela já devia saber desde o inicio. A história a acompanha 100% das páginas, então mesmo que seja narrada em terceira pessoa a impressão que temos dos outros personagens tem grande influencia do que Scarlett acha e por isso também não tive simpatia por Julian, que era mentiroso e manipulador e nem por Tella que só pensava em si mesma.

Gosto do fato da autora ter colocado alguns plot twists na história. Isso acaba me empolgando um pouco mais mesmo que por pouco tempo. Confesso que mesmo com a critica os últimos 20% do livro me fizeram devora-lo justamente por conta das revelações e das situações inesperadas, porém o final decepcionou um pouco pela autora escolher o caminho fácil para não deixar os leitores bravos. É um livro que acredito que irá agradar leitores de fantasia e romance, pois ele tem esses dois elementos, e também leitores de mistério (dos leves).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar. Volte sempre. <3