25/07/2018

Resenha: Todo Dia


Título: Todo Dia
Autor(a): David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 280

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Tive o prazer de ler recentemente o meu primeiro David Levithan da vida e passei a entender essa veneração que os leitores tem por ele. Não sei se comecei com o melhor livro dele, ou com o que o publico mais gosta, mas acho que não comecei muito bem apesar de ter gostado muito da escrita e do desenvolvimento da história que ele criou.



Sou um pouco chata, essa é a verdade. Diante da trama eu estava esperando qualquer final, menos aquele que o autor deu para o livro. E foi justamente isso que me deixou um pouco decepcionada com esta obra. Mas desconsiderando o final neste texto vamos falar a verdade: o que é esse livro? Ele gerou alguns pequenos debates onde trabalho e até mesmo entre meu namorado e eu. Porque imagina essa situação de você amar uma pessoa mas ela ter um corpo diferente todos os dias? Por mais que eu queira negar é impossível dizer que eu me sentiria da mesma forma com meu namorado, por exemplo. É acredito que foi justamente esse tipo de debate que o autor quis colocar com o enredo. Porque nos importamos tanto com as aparências e gênero das pessoas? É algo a se pensar e conversar com outros.

Bom, para quem ainda não conhece essa trama e ficou um pouco confuso com o que eu disse acima eu explico: Na história A é uma pessoa que não tem um corpo único. Cada dia ele "usa" (é algo involuntário, para deixar claro) o corpo de outra pessoa. Sempre por 24hs e nunca repete o mesmo corpo. A vida é assim desde que ele se conhece por gente. E em um desses saltos ele conhece Rhiannon, uma garota por quem se apaixonada instantaneamente (vamos ignorar isso, ok?). E a partir dai ele tenta reencontra-la todos os dias até o momento em que conta a verdade a ela e então esse pequeno debate sobre corpos, amor, aparências, começa vir a tona entre eles. E ai é só acompanhar o desenrolar da história com a leitura, rs.

Claro que teve algumas coisas que me incomodaram que, imagino eu, sejam resolvidas no segundo livro (eu não sei ainda se é uma continuação ou a mesma história pelos olhos de Rhiannon). Não gostei do fato de ela ficar nesse embate enquanto ainda namorava o outro garotos e não gostei do fato do autor não se aprofundar mais naquilo que seria o mistério do livro (para quem leu a parte do tal pastor). Mas isso não tirou o melhor que a história trás.

Ainda acho que preciso ler mais livros do David Levithan, pois sei que ele tem ótimas histórias e ai quem sabe viro também uma dessas fanáticas pelo autor? hehe

Um comentário:

  1. Oi, Silviane
    Eu também detestei o final, queria algo mais romântico mas entendo que pelo enredo não tinha muito o que fazer.
    Eu gostei da obra mas acho a narrativa do autor muito chatinha e meio sem graça.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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